Avanços no tratamento da cardiopatia com...

AVANÇOS NO TRATAMENTO DA CARDIOPATIA COM CÉLULAS-TRONCO AUTÓLOGO DA MEDULA ÓSSEA

Células-tronco são as células com capacidade de auto-replicação, isto é, com capacidade de gerar uma cópia idêntica a si mesma e com potencial de diferenciar-se em vários tecidos.  Recentemente, a terapia com células-tronco hemopoéticas (CTH) e o transplante de medula óssea (TMO) estavam restritos ao tratamento de portadores de hematopatias e tumores sólidos. O procedimento, antes especulativo e experimental, sedimentou-se ao longo dos anos e modificou a história natural de diversas doenças consideradas incuráveis, como a anemia aplástica e a leucemia mielóide crônica, que passaram a ter uma perspectiva de cura, fato até então impensável.

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Os estudos clínicos utilizando células tronco da medula óssea em cardiologia começaram no Brasil em 2002, usando como premissa para a sua realização dados laboratoriais obtidos com modelos animais que demonstravam a melhora funcional e isquêmica  de áreas do coração quando as células-tronco eram utilizadas em animais com infarto agudo do miocárdio.

No Brasil, em 2004 durante o 3º Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca, foi apresentado um estudo, o qual, Vilas-Boas et al  realizaram transplante de células autólogas de medula óssea em pacientes com cardiomiopatia dilatada devida à doença de Chagas. As células tronco foram injetadas na coronária de 10 pacientes aqual foram acompanhados por um período seis meses de 10 pacientes. O procedimento demontrou ausência de complicações e melhora significativa dos parâmetros funcionais já nos primeiros 30 dias após o transplante.

Outro estudo realizado por Strauer et al. foram transplantados células autólogas mononucleares da medula óssea em 10 pacientes com infarto agudo do miocárdio. As células mononucleares foram obtidas de cerca de 40 mL de medula óssea dos próprios pacientes, aspirados em pontos diferentes de ambas as cristas ilíacas e separadas por gradiente de densidade com Ficoll. Durante a angioplastia coronariana, essas células foram injetadas na artéria que irriga a região infartada por meio de cateterbalão. Nos três primeiros meses de seguimento, houve diminuição da área infartada (ventriculografia esquerda), além de aumento da contratilidade da parede afetada. Os resultados mostraram que o transplante de células de medula óssea possibilita a reparação tissular quando realizado num período de cinco a nove dias pós-infarto.

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A área de doenças cardiovasculares esta entre as mais estudadas quanto ao potencial terapêutico das células-tronco de medula óssea. Muitos estudos vem demostando eficácia  e segurança da terapia com células tronco autólogas da medula óssea em doenças cardiovasculares.

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